terça-feira, 26 de setembro de 2017

Estado Islâmico mata general da Rússia na guerra civil da Síria

O comandante do 5º Exército do comando oriental das Forças Armadas da Rússia, general de divisão Valery Assapov, foi morto por um ataque de morteiros da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante perto de Deir el-Zur, na Síria, informou em Moscou o Ministério da Defesa russo.

Em nota, o ministério revelou ontem que o general "estava um posto de comando das tropas sírias, assessorando os comandantes sírios na operação para libertar Deir el-Zur". De acordo com a agência estatal Tass, "como resultado de um bombardeio de morteiros do Estado Islâmico, Assapov foi mortalmente ferido."

Assapov é o oficial russo de mais alta patente morto na guerra civil da Síria. No início do mês, dois mercenários russos foram mortos em Deir el-Zur, para onde avançam as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda financiada e armada pelos Estados Unidos. No sábado, as FDS tomaram um campo de gás natural na região.

Sob o pretexto de combater o terrorismo, a Rússia interveio na guerra civil da Síria a partir de 30 de setembro de 2015 em apoio ao ditador Bachar Assad e conseguiu evitar sua derrota.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Trump compra briga com astros do basquete e do futebol americano

O incorrigível Donald Trump entrou em guerra com os astros do basquete e do futebol americano que protestam contra o racismo, a discriminação, a brutalidade policial contra negros e a impunidade de policiais que matam negros.

"Nada une mais os Estados Unidos do que o esporte e nada divide mais do que a política", comentou um dirigente esportivo, criticando a insensibilidade do presidente.

Tudo começou na sexta-feira, quando o melhor jogador da última temporada da Associação Nacional de Basquete (NBA) dos EUA, Steven Curry, confirmou em entrevista que estava em dúvida se iria ou não à Casa Branca, onde o presidente costuma receber os campeões nacionais. Os jogadores do Golden State Warriors decidiriam em votação no fim de semana.

Pelo Twitter, na madrugada de sábado, Trump anunciou a retirada do convite para receber o Golden State Warriors, provocando uma revolta dos jogadores da NBA. O segundo melhor jogador da temporada, Lebron James, rival de Curry, declarou que "era uma honra ir à Casa Branca antes de você chegar lá".

Na sexta-feira, em discurso para apoiar um candidato do Partido Republicano numa eleição suplementar para o Senado, Trump declarou que os jogadores que se ajoelham durante a execução do hino nacional dos EUA antes da partidas da Liga Nacional de Futebol (NFL) devem ser demitidos.

"Vocês não gostariam de ver um desses donos da NFL, quando alguém desrespeita nossa bandeira, dizer: 'Tire este filho da puta do campo agora já. Ele está demitido! Está demitido!'?", sugeriu o presidente.

A NBA sempre foi mais politizada. Lebron James, do Cleveland Cavaliers, apresentou a candidata democrata Hillary Clinton como "a próxima presidente dos EUA" no comício de encerramento da campanha em Ohio, no ano passado.

Por sua vez, a NFL é tradicionalmente mais conservadora, ligada às Forças Armadas. Um jogador que protestou no ano passado foi praticamente banido em silêncio. Sua história ressurgiu com a briga de Trump.

No fim de semana, houve protestos em todos os grandes jogos da NFL.

Hoje Trump declarou via Twitter: "Não é uma questão racial. É uma questão de respeito ao nosso hino e à nossa bandeira."

À noite, todo o time do Dallas Cowboys, inclusive o dono do clube, Jerry Jones, se ajoelhou durante a execução do hino, informou a agência Reuters.

Coreia do Norte acusa Trump de declarar guerra

O ministro do Exterior da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, acusou hoje o presidente Donald Trump de declarar guerra a seu país e afirmou que o regime norte-coreano pode derrubar os aviões bombardeiros dos Estados Unidos que sobrevoaram o litoral do país há dois dias.

"O mundo inteiro deve lembrar claramente que foram os EUA que declararam guerra a nosso país", disse o chanceler. "Como os EUA declaram guerra a nosso país, temos todo o direito de tomar medidas contrárias, inclusive o direito de derrubar bombardeiros estratégicos dos EUA mesmo que eles não estejam no espaço aéreo de nossos países."

No fim de semana, Trump escreveu no Twitter que "o Pequeno Fogueteiro" e o chanceler norte-coreanos não vão estar por aí por muito mais tempo". Depois que o presidente americano ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o regime comunista de Pionguiangue interpretou a bravata trumpista como uma ameaça.

Era uma resposta ao discurso do ministro do Exterior norte-coreano na Assembleia Geral da ONU, que chamou Trump de "presidente diabólico" e alegou que as sanções econômicas não vão impedir a Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares e atingir um "equilíbrio de forças com os EUA."

Para a ditadura stalinista de Pionguiangue, as armas nucleares são a garantia de sobrevivência do regime, de que o país não terá o mesmo destino que o Iraque de Saddam Hussein ou a Líbia de Muamar Kadafi.

O atual ditador, Kim Jong Un, sucedeu ao pai em dezembro de 2011, poucos meses depois da queda e morte de Kadafi, que havia se aproximado do Ocidente e aberto mão dos programas de desenvolvimento de armas de destruição em massa. Na análise norte-coreana, quando a Líbia sofreu intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com autorização do Conselho de Segurança da ONU, o ditador não teve como se defender.

Na Casa Branca, a porta-voz Susan Huckabee Sanders, negou: "Não declaramos guerra à Coreia do Norte". Ela considerou a insinuação "absurda".

Os EUA reforçam as sanções e pressionam a China, responsável por mais de 90% do comércio exterior norte-coreano a fazer o mesmo. O Banco Popular da China, o banco central do país, deu ordem aos bancos chineses para aplicar rigorosamente as sanções aprovadas pela ONU contra o regime stalinista da Coreia do Norte.

Déficit público de Portugal caiu para 1,9% do PIB no primeiro semestre

Com aumento de 4,3% na arrecadação e de apenas 0,4% nas despesas públicas, o déficit público de Portugal de janeiro e agosto de 2017 ficou em 2,034 bilhões de euros, 1,9 bilhão a menos do que no mesmo período do ano passado, informou o jornal Diário de Notícias. O Ministério das Finanças já aposta no cumprimento da meta do programa de estabilização, de um déficit 1,5% do produto interno bruto.

De acordo com o ministério, o superávit primário, descontado o pagamento de juros, foi de 3,734 bilhões de euros. A receita com impostos subiu 6%, o dobro do previsto no orçamento português, com alta de 7,2% na receita do imposto sobre valor agregado (IVA), de 24,7% no imposto de renda e de 6,2% nas contribuições previdenciárias.

O déficit público de 2016 foi ligeiramente reduzido, de 2% para 1,98% e a previsão de crescimento para este ano elevada para 3%. Mas a dívida pública ainda é elevada. Caiu de 130% do PIB no ano passado para 127,7%.

No ano passado, o PIB de Portugal foi equivalente a US$ 204,6 bilhões, com renda média de US$ 19,8 mil para seus 10,32 milhões de habitantes.

Índia pode gerar 100% da energia elétrica de fontes renováveis

Alguns países em desenvolvimento, entre eles a Índia, têm abundância de fontes de energia renováveis e não precisam depender de carvão e petróleo como os países desenvolvidos para elevar o nível de vida. Até 2050, a Índia pode gerar toda sua energia elétrica de fontes renováveis, concluiu uma pesquisa da Universidade de Tecnologia de Lappeeranta, na Finlândia.

O estudo aponta a energia solar como principal alternativa. As células fotovoltaicas são a fonte mais barata e baterias garantiriam o suprimento durante a noite. As necessidades de energia incluem dessalinização de água.

"A possibilidade de que um país como a Índia possa se mover rumo a um sistema elétrico dentro de três décadas e que possa fazê-lo mais economicamente do que no sistema atual mostram que os países em desenvolvimento podem pular a fase de emissões intensivas. É uma vantagem competitiva", observou o coordenador do maior projeto de desenvolvimento de energia solar da Finlândia, Pasi Vainikka.

Só numa época do ano, durante as chuvas torrenciais da temporada das monções, o sol brilha menos na Índia. A insolação menor seria compensada pelo aumento da geração de energia hidrelétrica e energia do vento.

Com menos emissões de gases carbônicos, a Índia também reduziria a poluição do ar, responsável por milhares de mortes todos os anos. Quatro cidades indianas, inclusive a capital, Nova Déli, estão entre as dez cidades com ar mais poluído do mundo.

Pelas estimativas da pesquisa, o custo da energia renovável em 2050 seria de 52 euros (R$ 194,40) por megavate-hora se for computado apenas o setor de energia. Com a dessalinização e o uso industrial de gás natural, o custo cairia para 46 euros (R$ 172) por MWh. O custo atual é de 57 euros (R$ 213,09) por MWh.

O investimento necessário para tornar a energia elétrica indiana 100% renovável é de 3,38 trilhões de euros (R$ 12,636 trilhões), estimando-se um aumento da demanda de 1,72 bilhões de MWh em 2015 para 6,2 bilhões de MWh em 2050.

Com a mudança da matriz energética, a Índia teria plenas condições de atingir suas metas dentro do Acordo do Clima para conter o aquecimento global assinado em 2015 em Paris para limitar o aumento da temperatura da Terra em dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.

domingo, 24 de setembro de 2017

Merkel é reeleita e ultradireita volta ao Parlamento da Alemanha

Com cerca de 33% dos votos, a aliança entre a União Democrata-Cristã (CDU) e a União Social-Cristã (CSU) garantiu a esperada reeleição da chanceler (primeira-ministra) conservadora Angela Merkel para um quarto mandato como chefe de governo da Alemanha. 

A grande novidade das eleições de 2017 foi a volta ao Parlamento alemão de um partido de extrema direita pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

A Alternativa para a Alemanha (AfD), surgida em reação à política de Merkel de acolher os refugiados de guerras no Oriente Médio e à crise do euro, ficou em terceiro lugar, com 12,6% dos votos e 94 deputados, atrás do Partido Social-Democrata (SPD), que teve 20,5% da votação e elegeu 153 deputados.

Também conquistaram assentos na Câmara Federal da Alemanha o Partido Liberal-Democrata (FDP),  com 10,7% dos votos, terá 80 deputados; a Esquerda, com 9,2%, elegeu 69 deputados; e os Verdes, com 8,9% da votação, terão 67 deputados.

Apesar da vitória, com 246 deputados na Câmara Federal (Bundestag) de 709 cadeiras, a aliança CDU-CSU obteve seu pior resultado desde 1949, nas primeiras eleições da Alemanha Ocidental.

Merkel pode tentar a aliança com os liberais-democratas, um antigo aliado de governos democratas-cristãos, mas não basta para ter maioria absoluta. Ela também precisaria do apoio da bancada verde para formar um governo de maioria, com 393 deputados.

Outra opção é manter a grande aliança com o SPD. Os sociais-democratas sofreram o desgaste de ser o parceiro menor na coalizão de governo. Devem preferir a oposição para reconstruir sua base de apoio. De qualquer maneira, Merkel sai enfraquecida das eleições.

Pela Constituição da República Federal da Alemanha, do pós-guerra, há uma cláusula de barreira. Para entrar na Câmara, um partido precisa de no mínimo 5% dos votos nacionalmente. Foi uma fórmula usada evitar o acesso de nazista e comunistas ao Parlamento.

É a primeira vez desde Hitler e do partido nazista que a extrema direita estará no Parlamento Alemão. Ao celebrar como vitória, os ultranacionalistas prometeram fazer uma oposição feroz a Merkel e investigar os últimos governos. Do lado de fora, manifestantes liberais e de esquerda gritavam: "Fora, nazistas!"

sábado, 23 de setembro de 2017

Bombardeiros dos EUA sobrevoam litoral da Coreia do Norte

Dois aviões bombardeiros dos Estados Unidos sobrevoaram hoje o Mar do Japão até perto da costa da Coreia do Norte para deixar claro que o país tem "numerosas opções militares", anunciou hoje o Departamento da Defesa.

"No século 20, jamais um avião de caça ou bombardeiro americano havia voado tão longe ao norte da Zona Desmilitarizada [entre as duas Coreias], sublinhando assim a seriedade com que tomamos o comportamento irresponsável", declarou a porta-voz do Pentágono, Dana White.

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Donald Trump ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte se o regime comunista norte-coreano usar as armas nucleares a mísseis que está testando contra os EUA ou aliados.

Uber perde licença para operar em Londres

Por razões de "segurança pública", a autoridade de transportes da capital do Reino Unido não renovou a licença da empresa de transporte particular Uber, que vence em 30 de setembro, noticiou a televisão pública britânica BBC. A Uber promete recorrer e terá o direito de manter o serviço enquanto durar o julgamento.

"Longe de estar aberta, Londres está fechada a empresas inovadoras", defendeu-se a Uber ao anunciar a intenção de recorrer. Tem 21 dias para fazer isso. A Uber atua em mais de 600 cidades de 40 países.

Cerca de 3,5 milhões de moradores de Londres usam a Uber, que tem 40 mil motoristas cadastrados na cidade. Entre as preocupações da Transporte para Londres é com a falta de exame pela Uber da vida pregressa dos motoristas e na falta de cooperação diante de crimes graves.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, apoiou plenamente a decisão.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Theresa May propõe transição de dois anos pós-Brexit

Em um discurso conciliatório, a primeira-ministra Theresa May propôs hoje que haja um período de transição de "cerca de dois anos" depois da saída do Reino Unido da União Europeia para permitir a adaptação de empresas e serviços públicos. Durante este período, o acesso aos mercados seria feito nos termos atuais da UE.

No pronunciamento realizado em Florença, na Itália, May pediu criatividade e ambição aos negociadores e prometeu transformar o Reino Unido num promotor do liberalismo econômico em escala global.

A primeira-ministra britânica tenta criar um ambiente favorável para a retomada das negociações, na próxima segunda-feira. Ela disse que a Brexit (saída britânica, em inglês), que deve ocorrer até março de 2019, "não significa que estamos virando as costas para a Europa ou, pior ainda, que não queremos o sucesso da UE".

Seu discurso, ao lado dos ministros das Finanças, Philip Hammond, e do Exterior, Boris Johnson, que já discutiram publicamente sobre os termos da Brexit, tenta apresentar uma unidade de posições dentro do governo britânico.

Os principais temas no início das negociações são os direitos que os cidadãos europeus terão no Reino Unido fora da UE, os compromissos financeiros que o país assumiu como membro do bloco e a fronteira entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, que no momento está aberta.

Para ficar no mercado comum europeu, como pressionam o setor financeiro e as grandes empresas multinacionais com negócios no Reino Unido, os britânicos terão aceitar a livre circulação de pessoas, mercadorias e capitais. A questão da imigração, decisiva para a derrota dos europeístas no plebiscito de 23 de junho de 2016, não seria resolvida.

A realidade é que os partidários da saída da UE não acreditavam na vitória, não estavam preparados e não tem a menor ideia de como acabar com uma parceria de 44 anos. Nas últimas pesquisas de opinião, a maioria é contra.

Filho de Ben Laden desponta como novo líder do movimento jihadista

Dezesseis anos depois dos atentados de 11 de setembro e cinco anos depois da morte do xeique, a rede terrorista Al Caeda tem um novo líder, Hamza ben Laden. Em 14 de setembro, o grupo divulgou uma gravação de som do filho de Ossama ben Laden apelando aos jihadistas para que redobrem seus esforços de guerra santa na Síria contra uma "conspiração russo-americano-xiita contra o Islã", adverte o Centro de Combate ao Terrorismo (CTC) da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.

Em seu boletim de setembro, o CTC observa que Hamza ben Laden não é apenas o herdeiro natural do pai. Superprotegido desde a infância, ele está sendo preservado. Não se sabe onde ele está. É considerado o mais capaz de unificar o movimento jihadista internacional diante do colapso do califado proclamado há pouco mais de três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Seu pai era contra, em princípio, matar muçulmanos. O Estado Islâmico considera os xiitas infiéis e traidores do islamismo, o que autorizaria matá-los. Assim, a pregação de Hamza contra os xiitas ajudaria a atrair os guerreiros do Estado Islâmico de volta para a rede Al Caeda.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

S&P rebaixa nota de crédito da China

A agência de classificação de risco Standard &Poor's anunciou hoje o rebaixamento da nota de crédito da dívida pública da China por causa do aumento do endividamento, apesar das promessas do governo de reduzir os riscos financeiros na segunda maior economia do mundo, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

Foi a terceira grande agência de classificação de risco a rebaixar a China. A Fitch havia reduzido a nota de crédito da China em 2013 e a agência Moody's, em maio de 2017.

A nota chinesa caiu de A+ para AA- por entender que "um longo período de crescimento forte do crédito aumentou os riscos econômicos e financeiros na China". O viés passou de estável a negativo. Isso significa que a S&P vê uma tendência, uma perspectiva, de crescimento da dívida pública chinesa.

No primeiro semestre de 2017, a China cresceu num ritmo de 6,9% ao ano.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Irã ataca Trump e Israel na Assembleia Geral da ONU

Ao discursar hoje na sessão anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, atacou o "desonesto regime sionista" que "atropela os direitos dos palestinos" por "ter a audácia de pregar para nações pacíficas". O Irã não reconhece Israel e trata o país como "regime sionista".

Rouhani contra-atacou duramente as críticas do presidente Donald Trump ao acordo firmado em 2015 entre a república islâmica, os Estados Unidos, a Alemanha e as outras grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU (China, França, Reino Unido e Rússia) para desarmar o programa nuclear iraniano. Descreveu o pronunciamento de Trump como uma "retórica ignorante, absurda e odiosa".

Em seu discurso ontem, o presidente americano considerou o acordo nuclear "um dos piores e mais unilaterais" já firmados pelos EUA. O governo linha-dura de Israel pressiona Trump a abandonar o acordo.

"Não ameaçamos ninguém, mas também não aceitamos ser ameaçados", declarou o aiatolá. "Nosso discurso é de respeito e dignidade."

Ele defendeu o acordo como um modelo e afirmou que a república islâmica nunca desonrou seus compromissos internacionais: "Será uma pena se este acordo for destruído por novatos desonestos no mundo político", acrescentou, alfinetando o presidente americano.

Quando defendeu o direito do povo palestino a uma pátria independente, o líder iraniano argumentou: "Somos o mesmo povo que resgatou os judeus da servidão na Babilônia." Rouhani negou que o objetivo da ditadura teocrática iraniana seja "restaurar o antigo império [persa], impor sua religião oficial e outros e exportar a revolução pela força das armas."

O Irã, que tem uma das maiores reservas mundiais de gás e petróleo, quer cooperação para a segurança e o desenvolvimento econômico, disse o aiatolá: "Convido todos os interessados em paz, segurança e progreosso através da parceria e da cooperação entre as nações a visitar o Irã."