quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ONU acusa regime sírio e Estado Islâmico por ataques químicos

A ditadura de Bachar Assad e a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante usaram armas químicas na guerra civil da Síria, concluiu um inquérito das Nações Unidas e da Organização Internacional para Proscrição de Armas Químicas (OPAQ) a que a Agência France Presse (AFP) e a Reuters tiveram acesso hoje.

Helicópteros do Exército da Síria realizaram dois ataques com armas químicas na província de Idlibe, em Talmenes em 21 de abril de 2014 e em Sarmina em 16 de março de 2015. A milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante usou gás mostarda de enxofre em Marea, na província de Alepo, em 21 de agosto de 2015.

O inquérito examinou nove ataques químicos cometidos em sete regiões da Síria. Em seis casos, os investigadores não conseguiram atribuir responsabilidades. Suas conclusões permitiriam a imposição de sanções internacionais pelo Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia, aliada do regime sírio, tem poder de veto.

Para a embaixadora adjunta dos Estados Unidos na ONU, Michele Sison, "quem utilizou armas químicas na Síria deve prestar contas à Justiça". A declaração teve o apoio da França e do Reino Unido. Esses três países também são membros permanentes com direito de veto no Conselho de Segurança.

Desde o início da guerra civil na Síria, há cinco anos e meio, a Rússia e a China protegem a ditadura de Assad no Conselho de Segurança, vetando resoluções que o condenem sob o pretexto de não dar margem a uma intervenção militar como a que derrubou Muamar Kadafi na Líbia em 2011.

Enquanto a Rússia nega haver provas formais contra o governo Assad, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Ned Price, afirma que "agora é impossível negar que o regime sírio usou de maneira repetida o gás cloro como arma contra seu próprio povo".

O Conselho de Segurança da ONU debate as conclusões do relatório em 30 de agosto.

Terroristas atacam Universidade Americana do Afeganistão em Cabul

O campus da Universidade Americana do Afeganistão em Cabul está sob ataque terrorista. A polícia e forças especiais cercaram a área, declarou o reitor, citado pela agência Associated Press. Não há informações detalhadas sobre vítimas. Vários feridos foram hospitalizados.

Em meio a tiros e explosões, alunos e professores procuraram se esconder em banheiros e salas de aula. Um chefe de polícia de Cabul descreveu a situação como um "ataque complexo".

A Universidade Americana do Afeganistão foi fundada em 2006 como a primeira universidade privada do país, com o apoio das Nações Unidas e dos Estados Unidos.

Quinze anos depois da invasão americana para punir a rede terrorista Al Caeda pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e o regime fundamentalista da milícia dos Talibã, a guerra continua, agora agravada pela infiltração do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Diante da ocupação de parte do Iraque e da Síria pelo Estado Islâmico, o presidente Barack Obama recuou da intenção original de retirar as forças dos EUA do Afeganistão. Já é a guerra mais longa da história dos EUA.

Colômbia a FARC chegam a acordo de paz em Havana

Depois de 52 anos de guerra civil e quatro de negociações de paz, o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) chegaram hoje a um acordo de paz em Havana, a capital de Cuba, para acabar com o mais longo conflito interno da história recente da América Latina, noticiou o jornal colombiano El Tiempo.

O acordo de paz definitivo deve ser assinado dentro de um mês e ainda depende de aprovação em referendo a ser realizado em 2 de outubro. Mais de 60% dos colombianos apoiam as negociações de paz. A tendência é de aprovação.

Assim que o acordo for referendado, as FARC começam o processo de desmobilização e entrega das armas para se integrar à vida civil como um partido político, informou o jornal colombiano El Espectador. Os guerrilheiros serão concentrados em 23 zonas e oito acampamentos.

O novo partido será reconhecido quando terminar o desarmamento. Terá pelo menos cinco deputados e cinco senadores por dois mandatos. De resto, será obrigado cumprir as normas da legislação colombiana, com a exceção da exigência de obter 3% dos votos em eleições nacionais para a Câmara ou o Senado.

A Colômbia vive em guerra civil desde o assassinato do candidato liberal à Presidência República Jorge Eliécer Gaitán, em 9 de abril de 1948. Sua morte provocou uma explosão de violência na capital colombiana, o Bogotaço, com mais de 2 mil mortes em 24 horas e o início de uma era trágica conhecida como La Violencia, em que mais de 200 mil pessoas foram mortas.

Naquele período, as oposições liberais e de esquerda foram para a clandestinidade. Parte aderiu à luta armada. As FARC nasceram em 1964 como braço armado do proscrito Partido Comunista Colombiano, de orientação soviética. Chegaram a controlar 15% a 20% do território colombiano.

Pelo menos 220 mil pessoas foram e 90 mil desapareceram na guerra civil deflagrada pelas FARC. Cerca de 6,9 milhões de colombianos fugiram de suas casas.

O governo tenta agora iniciar negociações formais com o segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia, o Exército de Libertação Nacional. Ao anunciar o acordo, os representantes das FARC fizeram um apelo ao ELN para que siga o exemplo.

Terremoto deixa 159 mortos e centenas de desaparecidos na Itália

Um terremoto de 6,2 graus na escala aberta de Richter atingiu às 3h30 de hoje pela horal local (22h30 em Brasília) a região central da Itália. Pelo menos 159 pessoas morreram, 368 estão feridas, centenas estão desaparecidas e milhares desabrigadas.

O abalo sísmico teve epicentro perto da cidade de Nórcia e foi sentido em Roma, a 150 quilômetros de distância. A metade da cidade de Amatrice, próxima do epicentro do tremor, foi arrasada. Em Accumoli, há 2,5 mil desabrigados, sendo 2 mil turistas estrangeiros.

Em 2009, o terremoto de Áquila, de 6,3 graus, causou mais de 300 mortes na Itália. Desta vez, o centro do tremor foi mais perto da superfície, o que aumenta o impacto. A ajuda de emergência demorou cerca de uma hora.

Até o momento, informa o Itamaraty, não há notícias de brasileiros entre os feridos.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Nigéria anuncia morte de líderes do Boko Haram

A Força Aérea da Nigéria anunciou a morte de vários comandantes da milícia extremista muçulmana Boko Haram, inclusive até mesmo o líder do grupo, Abubakar Shekau, noticiou ontem a agência Reuters.

Os bombardeiros nigerianos atacaram o Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, em seu principal refúgio, a floresta de Sambissa, no Nordeste do país, na semana passada.

Shekau deve estar gravamente ferido, afirmou um porta-voz militar nigeriano, sem dar maiores detalhes. O governo já anunciou sua morte antes.

Desde que aderiu à luta armada, em 2009, o Boko Haram deflagrou um conflito que matou cerca de 20 mil pessoas, principalmente na Nigéria, mas também em Camarões, no Chade e no Níger, países vizinhos e muito mais pobres. Seu nome significa repúdio à educação ocidental.

A guerra ao Boko Haram é uma prioridade do presidente Muhammadu Buhari, um ex-ditador e general da reserva que chegou ao poder democraticamente em maio de 2015. Sob ataque em várias frentes, o grupo perde territórios e se refugia na floresta.

Condenação de López é fim da democracia na Venezuela, diz chefe da OEA

A confirmação de sentença condenatória ao líder da oposição Leopoldo López é o "marco" do fim da democracia e do Estado de Direito na Venezuela, afirmou ontem o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-ministro do Exterior do Uruguai Luis Almagro.

Em carta aberta a López, preso desde fevereiro de 2014 sob a acusação de incitar à violência, Almagro o chama de "amigo" e descreve o regime chavista venezuelano como uma "tirania":

"Nenhum foro regional ou sub-regional pode ignorar que hoje na Venezuela não há democracia nem Estado de Direito", acusa o ex-chanceler uruguaio. "Estou convencido de que não existem razões jurídicas, políticas, morais ou éticas para não se pronunciar e não condenar um governo que desqualificou a si próprio."

Na sua visão, o governo do presidente Nicolás Maduro "tem presos políticos que são torturados", "ignora a separação de poderes", "sofre uma profunda crise humanitária e ética" e "desconhece o direito constitucional de revogar o mandato do presidente".

Sob Maduro, acrescentou Almagro, "impera a intimidação política". Ele citou como exemplos as prisões de López e do ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, a cassação do mandato da deputada María Corina Machado e a agressão ao deputado Julio Borges.

Tudo isso acontece sob a pior crise econômica da história recente da Venezuela, com queda prevista de 8% do produto interno bruto em 2016 depois de baixa de 10% no ano passado, desabastecimento de 80% dos produtos normalmente encontrados em supermercados e uma inflação que deve chegar a 720% neste ano. O país tem ainda um dos maiores índices de homicídios do mundo fora de zonas em guerra.

Desde que assumiu a Secretaria Geral da OEA, em maio do ano passado, Almagro é um dos maiores críticos do regime chavista. O ex-chanceler uruguaio no governo José Mujica denunciou o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff como um golpe parlamentar, mas não pediu o afastamento do Brasil da OEA.

Em maio, o secretário-geral acusou a Venezuela de violar a cláusula democrática, que permite suspender um país temporariamente das atividades da organização regional.

Jihadista confessa destruição do patrimônio histórico de Timbuktu

O líder de uma "brigada moralista" da rede terrorista Al Caeda acusado de destruir santuários muçulmanos centenários na cidade de Timbuktu, no Mali, tornou-se ontem o primeiro réu a confessar a culpa por crime contra o patrimônio histórico e cultural da humanidade.

Em processo no Tribunal Penal Internacional, Ahmad al-Faqi al-Mahdi pode ser condenado a até 30 anos de prisão por arrasar deliberadamente nove dos 16 mausoléus islâmicos de Timbuktu e a porta entalhada de uma mesquita durante o período de dez meses, de março de 2012 a janeiro de 2013, em que a cidade foi tomada por rebeldes tuaregues e grupos aliados à rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico.

Timbuktu era um ponto de parada importante na rota das caravanas que cruzavam o Deserto do Saara entre o Golfo da Guiné e o Egito. No Tinha vários monumentos tombados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Quando os jihadistas tomaram o poder, atacaram as mesquitas e mausoléus com representações da seres humanos e animais, que os salafistas repudiam como idolatria. Vários manuscritos da biblioteca da cidade, uma das mais importantes do fim da Idade Média, foram removidos secretamente para serem salvos.

No processo, Al-Mahdi colaborou com o tribunal, mostrou arrependimento e fez um apelo aos extremistas muçulmanos para que não repitam seus crimes. Sua pena deve ser reduzida para 10 anos de prisão.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

EUA ameaçam cortar ajuda ao Sudão do Sul

Os Estados Unidos podem cortar a ajuda ao Sudão do Sul se não acabar a guerra civil entre as forças leais ao presidente Salva Kiir Mayardit e os partidários do vice-presidente afastado Riek Machar, advertiu o secretário de Estado americano, John Kerry, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

Ao participar de negociações de paz regionais sobre o Sudão do Sul realizadas no vizinho Quênia, Kerry deixou claro que uma ajuda adicional de US$ 138 milhões depende do fim da violência política que matou milhares de pessoas de dezembro de 2013 a agosto de 2015 e centenas nas últimas semanas.

Kerry também defendeu o reforço da missão de paz das Nações Unidas com mais 4 mil soldados dos países da região, medida que não conta com o apoio do presidente Kiir.

Desde o início da guerra civil, os EUA deram mais de US$ 1,6 bilhão ao Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, criado em 2011 depois da mais longa guerra civil da África pós-colonial.

Sarkozy lança candidatura à Presidência da França

O ex-presidente Nicolas Sarkozy nunca aceitou a derrota para o presidente François Hollande na eleição presidencial de 2012 na França. No livro Tudo pela França, a ser lançado em 24 de agosto, oficializa sua ambição de voltar ao Palácio do Eliseu em 2017.

"Eu decidi ser candidato à eleição presidencial de 2017", escreveu Sarkozy. Quem acompanha a política francesa sabia disso há muito tempo. Um repórter da televisão France 2 confirmou hoje.

Sarkozy vai deixar a presidência do partido Os Republicanos, de centro-direita, e terá de disputar a eleição interna do partido com outros 12 aspirantes em 20 e 27 de novembro de 2016. Seu maior adversário é o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.

Entre os desafios que Sarkozy discute no livro, estão como manter a identidade e a competitividade da França no mundo globalizado e como manter a autoridade e preservar a liberdade na luta contra o terrorismo.

Com a baixíssima popularidade do presidente Hollande, em torno de apenas 12%, o Partido Socialista corre sério risco de perder, como em 2002, a vaga no segundo turno para a neofascista Frente Nacional, desta vez sob a liderança de Marine Le Pen. Ela tem a preferência de cerca de 25% do eleitorado francês.

domingo, 21 de agosto de 2016

Iraque executa 36 condenados pelo massacre no Campo Speicher

O Iraque enforcou hoje 36 condenados pelo massacre de 1,7 mil recrutas do Exército iraquiano na antiga base americana de Campo Speicher, perto da cidade de Tikrit, em 2014, quando a região foi tomada pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a televisão pública britânica BBC.

A maioria dos cadetes do Exército do Iraque era xiita. O massacre mobilizou as milícias xiitas para a luta contra o Estado Islâmico.

"As execuções dos 36 condenados pelos crime de Speicher foram realizadas nesta manhã na prisão de Nassíria", declarou um porta-voz do governo da província de Dicar, onde Nassíria é a capital.

Cerca de 400 mortos pelo Estado Islâmico eram da província. Quando a região foi reconquistada, no ano passado, foram descobertos os cemitérios clandestinos onde os recrutas mortos foram enterrados em covas rasas.

Depois de um atentado terrorista atribuído ao Estado Islâmico com mais de 300 mortes em Bagdá no início de julho de 2016, o primeiro-ministro Haider el-Abadi decidiu acelerar as execuções de terroristas condenados.

China censura fracasso de atletas chineses no Rio

O regime comunista da China ordenou à mídia oficial que não dê destaque às derrotas dos atletas chineses na Olimpíada do Rio de Janeiro, dando ênfase ao esforço para defender a pátria numa cobertura nacionalista.

A China venceu a Olimpíada de Beijim, que organizou em 2008, com 51 medalhas de ouro e 100 no total, contra 36 ouros e 110 ao todo para os Estados Unidos. Em 2012, em Londres, a China ficou em segundo com 36 ouros contra 46 dos EUA.

Agora, deve terminar em terceiro lugar com 26 ouros, 18 pratas e 26 atrás dos EUA (46, 37 e 38) e da Grã-Bretanha (27, 26 e 17), um desempenho abaixo do que a propaganda nacionalista do ditador Xi Jinping gostaria.

O departamento de propaganda do Partido Comunista determinou então à mídia oficial uma cobertura positiva do esforço e da dedicação dos atletas do país.

sábado, 20 de agosto de 2016

Atentado contra casamento deixa 54 mortos na Turquia

Pelo menos 54 pessoas morreram e cerca de 100 saíram feridas de uma explosão num casamento na cidade de Gaziantep, na Turquia. O governador da província, Ali Yerlikaya, afirma que foi um ato terrorista e um deputado governista acusou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em maio, um atentado terrorista matou dois policiais na mesma cidade. Gaziantep fica no Sul da Turquia, perto da fronteira com a Síria, e sofre diretamente o impacto da guerra civil na país vizinho e da onda de refugiados.

A Turquia enfrenta ameaças terroristas de três inimigos: os rebeldes separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a Frente-Partido Marxista Revolucionário de Libertação Popular e os jihadistas do Estado Islâmico.

Horas mais tarde, o presidente Recep Tayyip Erdogan voltou a culpar o Estado Islâmico pelo atentado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Presidente da Turquia visita Irã na próxima semana

Em mais um sinal do rearranjo político do Oriente Médio deflagrado pela guerra civil da Síria e pelo recuo estratégico dos Estados Unidos, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, vai a Teerã na próxima semana.

O foco central da viagem será fortalecer a cooperação entre Turquia, Irã e Rússia depois da visita do ministro do Exterior iraniano, Mohamed Javad Zarif, a Ancara na semana passada. Os limites desta cooperação estão na divergência de objetivos estratégicos.

A Rússia e o Irã são os principais aliados da ditadura de Bachar Assad, que Ergodan tenta derrubar indiretamente desde o início da guerra civil na Síria, há cinco anos e meio.

Desde a fracassada tentativa de golpe de Estado de 15 de julho, Erdogan exige a extradição de um clérigo muçulmano turco exilado nos EUA que responsabiliza pela rebelião e iniciou uma violenta repressão contra todos os adversários do governo, mesmo os que repudiaram o golpe.

Isso afasta Erdogan dos EUA e da União Europeia, então ele se aproxima de regimes autoritários indicando um distanciamento em relação ao Ocidente.

Filipinas liberta líderes comunistas antes de negociação de paz

Doze rebeldes comunistas, entre eles dois líderes, foram libertados hoje para participar de negociações de paz com o governo das Filipinas a serem realizadas no Canadá.

As negociações visam a acabar com a mais longa rebelião comunista no mundo inteiro, que custou a vida de mais de 40 mil pessoas nas últimas cinco décadas.

Desde que chegou ao poder em junho de 2016, o presidente Rodrigo Duterte tomou medidas para facilitar as negociações, como um cessar-fogo unilateral e a nomeação de comunistas para o ministério. Mas o sucesso das negociações ainda é uma esperança distante.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Desemprego na França cai 0,3 ponto percentural

A taxa de desemprego recuou 0,3 ponto percentual no segundo trimestre de 2016 para 9,6% da população economicamente ativa na França metropolitana e de 9,9% considerando-se as colônias, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

É o menor nível desde o terceiro trimestre de 2012. Houve queda em todas as faixas de idade, especialmente entre os mais jovens. Em um ano, o índice de desemprego baixou meio ponto percentual.

Na França metropolitana, o número de desempregados caiu em 74 mil para um total de 2,8 milhões de trabalhadores. Entre os desempregados, 1,2 milhão procuram trabalho há mais de um ano. A taxa de desemprego de longo prazo ficou inalterada em 4,3%.

Na pesquisa por sexo, o índice de desemprego é de 10% para homens e 9,3% para mulheres, com 1,487 milhão de homens e 1,280 milhão de mulheres desempregadas.

Carro-bomba mata três e fere 50 na Turquia

Um carro-bomba explodiu hoje diante de uma delegação de polícia em Elazig, na Turquia, matando pelo menos três pessoas e ferindo outras 50, noticiou a agência Reuters.

A agência de notícias turca Dogan acusou os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência de um país para o povo curdo. Horas antes, outro carro-bomba matou um policial e dois civis na província oriental de Van.

O PKK é apenas uma das muitas ameaças armadas ao governo da Turquia, que incluem a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupos de extrema esquerda e o movimento gulenista, responsabilidade pelo governo pela tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.